A Ekklesia

A Ekklesia

A ekklesia, sob as normas do Novo Testamento, é um grupo de cristãos que se reúnem em, para e pelo Senhor Jesus Cristo, exclusivamente. É uma assembléia de crentes que estão fortemente comprometidos com a Sua plena expressão dentro de sua comunidade. Jesus Cristo é o sangue que dá vida à ekklesia. Ele é o centro, a circunferência, o conteúdo, o foco e o ponto de reunião da comunidade. Os santos que se reúnem como ekklesia em um local em particular, estão consumidos com Cristo e nada mais. A sua meta é fazer a ele visível em sua
comunidade – sua marca é o crescente conhecimento no Senhor – e seu testemunho é um indiscutível amor de uns para com os outros.

A genuína ekklesia não está centrada em temas, pessoas ou doutrinas. Está centrada em Cristo. A ekklesia existe por uma razão e para um propósito exclusivamente – a indiscutível supremacia e centralidade de seu Senhor. De fato, desde o ponto de vista de Deus, a igreja é uma Pessoa, e não uma estrutura. É Jesus Cristo em sua expressão corporativa humana.

Atos 2:47
louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.
Atos 5:14
E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor,
Atos 9:4
e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
1 Coríntios 12:12
Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo.

Todas as ekklesias plantadas por Paulo, foram construídas por esta revelação.

1 Coríntios 3:11
Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.

Todas estiveram fundamentadas sobre o alicerce, revelando o que ele chamou de “o mistério”.

Colossenses 4:3
Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado;
Efésios 1:17-22
para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do
vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com
os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja.

Efésios 6:19
e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho,

Porque a ekklesia está fundamentada sobre Jesus Cristo, pode sobreviver às mais intensas pressões e provas.

1 Coríntios 3:6-15
Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que
planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de
Deus sois vós. Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica.
Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras
preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o
próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas
esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo.

Os ventos podem soprar com violência e as águas cair torrencialmente, mas a casa se manterá porque está fundamentada em uma Rocha.

Mateus 7:24-27
Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.

Lucas 6:46-48
Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante. É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída.

Jesus Cristo é a única fundação inabalável sobre a qual o povo de Deus pode acertadamente se reunir. Amor é a essência da vida cristã. Portanto, a vida do cristão encontra sua origem na natureza de Deus que existe desde o passado eterno. (João 13:34-35; 17:23-25;
Gálatas 5:14; Romanos 13:8-10; 1 Timóteo 1:5) a comunidade Divina goza de uma irmandade eterna.

João 1:18
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.
João 15:26
Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim;
João 17:5
e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.

O Pai, o Filho e o Espírito Santo experimentam mutuamente o que no Novo Testamento se conhece com a palavra grega koinonia – vida compartilhada, comunhão, comunidade. Koinonia é a essência da ekklesia. Esta é uma vida compartilhada, uma comunidade na qual seus membros gozam de uma irmandade mútua com o Deus Triúno e de uns com os outros.

Atos 2:42
E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
2 Coríntios 13:14
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.
1 João 1:3
o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.

Isto nos demonstra que a ekklesia encontra sua origem em Deus desde o início dos tempos.

Koinonia:
Associação com uma pessoa, envolvendo amizade com ela e incluindo participação nos seus sentimentos, nas suas experiências e na sua vivência (1Co 1.9; 10.16; 2Co 13.13; Fp 2.1; 3.10, 1Jo 1.3,6,7).

Relacionamento que envolve propósitos e atividades comuns / parceria (At 2.42; 2Co 6.14; Gl 2.9; Fm 6,).

SANTA CEIA, CEIA DO SENHOR, COMUNHÃO:
Expressões que são usadas para referir-se à ceia instituída por Jesus pouco antes da sua crucificação (Mc 14.22-26). A comunidade cristã, desde os seus primórdios, continuou essa celebração, na qual os crentes participam do pão e do vinho. Chamada de “Ceia do Senhor” por Paulo (1Co 11.20). Costumava-se realizá-la ao final de uma refeição em comum, denominada ágape, compartilhada pelos membros da igreja (1Co 11.20-21). Mais tarde, por razões de abuso, se separaram essas refeições (o ágape e a instituída por Jesus), para dar lugar ao que agora conhecemos como Santa Ceia, Ceia do Senhor ou Comunhão.
Em Cristo.
Luiz Claudio Zimmermann

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À Procura da Igreja Verdadeira – Por: Christopher Walker

Praticamente dois milênios depois da grande obra de Jesus Cristo na terra, e do nascimento da primeira igreja, é muito natural que paremos para refletir sobre os frutos desta obra e para examinar a igreja que existe hoje para saber se realmente está “dando certo” aquilo que foi iniciado.
Por um lado, se lembrarmos que depois de três anos e meio de ministério sobrenatural, na hora da sua morte, Jesus foi abandonado pelas multidões que foram curadas por ele, e até pelos discípulos em quem investira a maior parte do seu tempo e atenções; se lembrarmos que quando Jesus ressuscitou e foi embora, o único fruto visível que deixou foi um pequeno grupo de discípulos temerosos e confusos, e que a única instrução que tinham era que esperassem a vinda do Espírito Santo, uma pessoa invisível e impalpável, para completar a obra neles e iniciar a igreja; se analisarmos os obstáculos que esta igreja recém-nascida teria de enfrentar dentro do seu próprio território da Palestina, e ainda mais, da parte do poderoso Império Romano; e se formos mais adiante e descobrirmos os longos séculos na Idade Média em que as chamas da revelação e da verdadeira comunhão com Deus praticamente desapareceram das instituições que tomaram o lugar da igreja de Jesus — com certeza, diante de tudo isso, nos colocaremos diante de Deus em profunda reverência e admiração pelo fato de que hoje há um testemunho de Jesus em tantas partes do mundo e em tantas pessoas. Só uma grande obra soberana e sobrenatural deste Espírito Santo que Jesus de fato enviou aos seus discípulos poderia ter preservado este testemunho durante tantos séculos e diante de tantos obstáculos.
Mas se, por outro lado, começarmos a comparar a igreja que existe hoje com aquela primeira igreja que nasceu com tanta falta de recursos e potencial humanos, mas com tanta pureza e poder do Espírito Santo, podemos ser tentados a perguntar se o que vemos hoje é realmente uma filha legítima, ou da mesma espécie, daquela primitiva do livro de Atos. Há tantas diferenças que nem poderíamos começar a colocar neste pequeno ensaio uma lista completa. Alguns logo rebateriam esta comparação, dizendo que nosso mundo hoje é diferente e que a igreja simplesmente se adaptou ao novo contexto em que se encontra. Neste caso, a Bíblia passa a ser uma mera referência histórica, e estamos ao léu neste imenso mar de opiniões e pragmatismos humanos. Outros, como já fizeram durante toda a história da igreja, voltam ao Novo Testamento, e tentam (sempre parcialmente) copiar literalmente alguns aspectos da igreja primitiva, como os costumes (véu e ósculo santo, por exemplo), forma de governo (pluralidade e colegiado de pastores), ou tipos e títulos de ministério (apóstolos e profetas, além dos mais conhecidos pastores, mestres e evangelistas). O resultado, como sabemos, não traz de volta nem a vida nem o poder daquela igreja vibrante que queremos redescobrir, mas apenas mais divisões, sectarismo, e prepotência humana. Depois, há aqueles que querem acabar com toda esta confusão e multiplicação de facções e denominações na igreja atual, e voltar a ter apenas um representante da Igreja de Jesus na terra, mas ao se auto-proclamarem como a única igreja verdadeira e pura, simplesmente acrescentam mais uma à longa lista já existente, e confundem ainda mais aqueles que querem encontrar a verdade.
O Novo Testamento, que relata a vida e as palavras de Jesus, e o princípio da igreja que surgiu como o principal fruto da sua missão na terra, não foi escrito para nos dar um modelo ou manual de organização de igreja. O seu objetivo é mostrar-nos os elementos principais que constituem a igreja de Jesus aonde quer que esteja, e em qualquer época em que existir. Assim sendo, não podemos concluir que por vivermos em outra época os princípios do Novo Testamento são ultrapassados e já não podem mais ser aplicados hoje, nem por outro lado tentar copiar algum padrão ou prática exterior daquela igreja primitiva como se isto fosse nos dar a chave do seu poder e pureza.
E quais seriam, então, os princípios essenciais da igreja de Jesus que nos levariam a ser a igreja verdadeira da nossa geração? Obviamente, se eu soubesse e os estivesse praticando, a igreja hoje não estaria tão distante e tão diferente daquilo que deveria ser. Mas depois de muitos anos procurando responder estas perguntas com outros que já as procuravam há muito mais tempo que eu (inclusive com meu pai), creio que podemos apontar pelo menos para a direção onde devemos colocar nossa atenção.
Jesus mostrou a essência nas únicas duas ocasiões em que mencionou a palavra “igreja”. Em Mateus 16.16-19, ele mostrou que a igreja é edificada sobre a revelação de Jesus como Filho de Deus. Revelação não é doutrina, não é aprender um dogma intelectualmente, é resultado de uma operação sobrenatural em que o próprio Deus revela ou mostra algo da sua pessoa a nós. Portanto, igreja só existe no sentido bíblico onde há pessoas que tiveram esta experiência sobrenatural com Deus.
Mas isto sozinho não produziria a igreja. Em Mateus 18.18-20, temos o outro elemento. “Onde dois ou três estão reunidos (ou unidos) em meu nome, ali estou no meio deles.” Então a igreja que tem o poder de ligar na terra e ser ligado no céu é formada por pessoas unidas (em koinonia ou comunhão entre si) por causa da presença de Jesus entre elas. Esta é a prática da igreja. É formada por pessoas que tiveram uma experiência sobrenatural com Deus, mas não só isto. É preciso estar em comunhão uns com os outros através de Jesus estar verdadeiramente no nosso meio.
Aí está a grande e essencial diferença entre a igreja primitiva e a igreja atual.
Citamos hoje a passagem acima como se fosse verdadeira para nós, mas geralmente não é isto que acontece. Não adianta tentar dizer que acontece “pela fé”, pois onde Jesus está algo acontece. Veja só o que acontecia no livro de Atos (por exemplo, em Atos 4.31,32). E veja como era a vida da igreja: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações… todos os que creram estavam juntos, e tinham tudo em comum … Diariamente … partiam pão de casa em casa” (Atos 2.42-47).
Esta é a essência da igreja: comunhão com Deus e uns com os outros. Para saber se na sua igreja ou na sua vida isto está acontecendo, basta examinar os resultados. Comunhão não é uma palavra teórica ou abstrata — é algo vivo e concreto e produz resultados. E se esta é a essência da igreja, precisamos buscá-la como alvo prioritário, abrindo espaços e procurando entender o que é necessário para que ocorra.
Ao invés disso, temos concentrado nossa atenção em programas e reuniões e estruturas que não favorecem e às vezes nem permitem que haja comunhão. O “negócio” da igreja não é mais transmitir a revelação de Jesus e procurar uma vida em comunhão com outros irmãos onde possamos encontrar com este Jesus diariamente. Nossa preocupação é formar grandes estruturas eficientes que consigam resultados, à semelhança das grandes empresas seculares. Queremos números, mas infelizmente no meio destes grandes números, muitos não conhecem realmente a Jesus e dependem de programas e grandes líderes para manter seu ânimo e motivação. O resultado tem sido a falta de comunhão e a falta da presença de Jesus em nosso meio. E na ausência destes elementos essenciais, temos procurado um substituto na nossa “criatividade” humana, ao invés de buscar realmente o genuíno conteúdo que pode nos transformar com todas as nossas divisões, atitudes erradas e semelhanças com o mundo na verdadeira igreja viva de Jesus, assim como ocorreu com aqueles discípulos primitivos.
Afinal, as Escrituras afirmam que Jesus se entregou pela igreja, para a santificar, e para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mancha ou ruga, ou defeito algum (Ef 5.25-27). Se, por um lado, podemos dizer com profunda reverência e admiração que sua morte, ressurreição e envio do Espírito Santo realmente deram certo, pois a igreja nasceu, superou barreiras e obstáculos aparentemente intransponíveis durante todos os séculos da era cristã, e está aqui hoje com mais números e presença mundial do que em qualquer época anterior — por outro lado, teremos que admitir que Ele ainda não achou esta noiva gloriosa na igreja atual. Ele ainda não viu “o fruto do penoso trabalho de sua alma” para poder ficar “satisfeito” (Is 53.11). Somos filhos de Deus e mais filhos continuam a nascer, mas ainda não se manifestou o que havemos de ser (1 Jo 3.1-3). A igreja não conhece a dispensação do mistério oculto desde os séculos passados do Velho Testamento, revelado a Paulo, mas oculto novamente, e por isto não pode manifestar a multiforme sabedoria de Deus aos principados nos lugares celestiais (Ef 3.8-11).
Jesus entregou-se a si mesmo para preparar esta noiva, não só para que houvesse almas salvas em todas as épocas da história até o fim do mundo. E se a sua obra deu certo na primeira parte, com certeza dará também na segunda. Se esta for a nossa certeza e convicção, então encontramos o maior propósito e esperança que alguém pode ter na vida (ver 1 Jo 3.1-3; 1 Pe 1.13). Assim como os primeiros discípulos tinham um objetivo especial de esperar a vinda do Espírito Santo para que a igreja pudesse nascer, nós temos a missão de esperar a revelação de Jesus para que a igreja que já existe seja realmente a igreja que complete o mistério da sua vontade na terra (Ef 1.9-12). Isto é algo que deve encher a nossa vida com sentido, com visão, e com paixão, pois trata-se da consumação de toda a história e do plano de Deus!
A igreja dos últimos anos desta era não será idêntica à igreja primitiva, mas terá os mesmos princípios operando. E quem fez o milagre de preservar a chama durante dois mil anos, com certeza é capaz de aperfeiçoar sua obra e consumá-la para o seu louvor e glória.

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Corintios. Uma carta atual.

Olá. Temos falado sobre essa carta que Paulo escreveu aos Corintos.
Aqui em Curitiba começamos um tempo de estudo sobre essas cartas que na verdade eram para ser três (lCor.5.9).
O primeiro dia de estudo, foi na quinta-feira dia 15 de Dezembro de 2011. Na casa do Marlon e Kamila, um casal abençõado que servem aqui na cidade também.
Vou postar alguma coisa que foi falado sobre essa primeira carta:

Corinto era uma cidade portuária com um rico centro comercial.

Sua população incluía gregos, romanos e orientais. A cidade também exibia com orgulho o templo de Afrodite com suas mil prostitutas. A condição imoral de Corinto pode ser vista claramente no fato de que o termo grego Korintianizomai (lit., agir como um coríntio) adquiriu o sentido de “praticar relações sexuais ilícitas”.

Corinto era conhecida por tudo o que havia de pecaminoso.
A igreja de Corinto caracterizava-se por uma variedade espantosa de crenças e práticas aberrantes.
Paulo escreveu para os Corintios pela primeira vez, em sua segunda viagem missionária em 50 d.C. Paulo permaneceu dezoito meses na cidade At. 18.1-17; 1Co2.3. Depois de partir, Paulo escreveu à igreja uma carta que se perdeu (5.9).
A carta em sua maior parte de caráter prático, trata de problemas espirituais e morais. É um livro didático de teologia pastoral.

Alguns pontos que a cidade tinha que corrigir erros.

Primeiro lugar: Divisões e facções hostis, despedaçando a unidade entre os irmãos em Cristo.

Segundo lugar: A falta de sabedoria contra um irmão depravado, levando ele a expulsão da congregação e não corrigindo do erro cometido.

Terceiro lugar: Brigas judiciais entre irmãos demonstrando pouco ou nenhum amor.

Quarto lugar: Muitos deles vinham cometendo fornicação com prostitutas, procurando justificar tal conduta com o argumento de que apenas o corpo era envolvido e que os feitos do corpo são inconseqüentes para a alma.

Quinto lugar: A ceia do Senhor que deveria ser uma reunião de paz e harmonia, se tornou um momento de glutonaria e comportamento desatencioso com o próximo.

Sexto lugar: Havia muita desordem quanto a adoração pública e especificamente aos dons espirituais. Ao ponto de Paulo lhes lembrar sobre o maior e mais importante de todos: O Amor.

Sétimo lugar: A falta de entendimento sobre a ressurreição dos mortos e a do próprio Cristo.

Por isso o cuidado e urgência de um estudo sobre essas cartas entre nós.

Vamos tentar ver Corinto como a nossa cidade e época atual.

Unidade de pensamentos: 1.10-17; Jo. 17.21-23; Ef. 4.1-6 e Fl. 2.1-11.

Unidade:

Quando Paulo se refere a unidade, ele esta falando de uma unidade que não divide pensamentos e idéias.
Havia uma rixa entre o povo de estar “junto” com alguém. Por isso é que ele no verso de 10 a 17 fala sobre:
Vr 12 – Sou de:

Paulo: 3972 παυλος Paulos = “pequeno ou menor”

Paulo era o mais famoso dos apóstolos e escreveu boa parte do NT, as 14 epístolas paulinas

Paulo era representante ou procônsul de Chipre. É conhecido como homem prudente tanto na administração dos afazeres quanto como governador.

Porque ele era um apostolo que viu Yeshua.

- Apolo: 625 Απολλως Apollos = Apolos = “dado por Apolo”

Um judeu instruído da Alexandria e poderoso nas escritura que tornou-se cristão e professor do cristianismo

Porque ele era um grande mestre.

- Cefas: 2786 κηφας Kephas: De origem aramaica, cf 3710 כיפא; Cefas = “pedra”

Outro nome para o apóstolo Pedro

Porque ele era um dos descipulos que andaram com Yeshua.

João 17. 21-23 A oração sacerdotal de Yeshua

Para que todos sejamos um.

Aperfeiçoado: 5048 τελειοω teleioo

1) tornar perfeito, completar

1a) executar completamente, efetuar, finalizar, levar até o fim

2) completar (aperfeiçoar)

2a) acrescentar o que ainda está faltando a fim de tornar-se algo completo

2b) ser achado perfeito

3) levar até o fim (objetivo) proposto

4) realizar

5) levar a um fim ou a realização do evento

6) das profecias das escrituras

Efésios 4.1-6 Unidade da fé.

Suportando: 430 ανεχομαι anechomai

1) levantar

2) manter-se ereto e firme

3) sustentar, carregar, suportar

 

Unidade: 1775 ενοτης henotes

1) unidade

2) unanimidade, consentimento

Vinculo: 4886 συνδεσμος sundesmos

1) aquilo com o que se amarra, atadura, laço

1a) dos ligamentos pelos quais os membros do corpo humano são unidos

2) aquilo que é amarrado junto, pacote

Filipenses 2.1-11 Amor fraternal

4861 συμψυχος sumpsuchos

1) de uma mente, um em espírito

Esta palavra é formada de duas outras, “sun” (junto com) e “psuchos” (alma, ego, vida interior, ou sede dos sentimentos, desejos, afeições). Significa “estar unido no espírito” ou “estar em harmonia” (A&G). Paulo deseja que os filipenses estejam unidos em suas afeições – um em Cristo em todos os desejos! Usado apenas aqui no NT. (Wayne Steury)

 

Romanos 6.5: 4854 συμφυτος sumphutos

1) nascido com, da mesma origem

1a) inato, congênito, nascido, implantado pelo nascimento ou pela natureza

2) que cresceu junto, unido com

3) parente

 

Luiz Claudio Zimmermann

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A Aplicação de uma Palavra Profética, parte 3

É da minha roupagem, e da maioria das pessoas proféticas que conheço, de ser tão orientado por conceitos que tendo a misturar os detalhes. É uma fraqueza que aqueles que são orientados por detalhes têm dificuldade em entender e muitas vezes atribuem motivos malignos a isso. Espero que nunca seja o caso; percebo que tenho uma fraqueza, então aprendi a apreciar os detalhistas. Mesmo que sejam muitas vezes irritantes para pessoas como eu, de visão mais geral e conceitual, precisamos muito deles.

Os detalhistas também podem tender para o tipo de auto-retidão demonstrada pelos Fariseus, que “coavam um mosquito, mas engoliam um camelo” (veja Mateus 23.24). Eles precisam da ajuda dos mais conceituais, assim como os mais conceituais precisam deles. Se os conceituais não conseguem ver as árvores para a floresta, os detalhistas não conseguem ver a floresta para as árvores. Precisamos conseguir ver a ambos.

O motivo pelo qual as grandes promessas para os profetas é sempre plural – aos profetas, nao apenas um profeta – pode ser principalmente por causa disso. É por isso que as grandes promessas são para os que aprendem a trabalhar junto com os que são diferentes, que têm forças correspondentes que compensam nossas fraquezas, e têm fraquezas que podem ser supridas por nós.

Sem dúvida que leva muita humildade da parte de cada um para tais equipes se formarem. Quando procuro os pontos fortes ou fracos na liderança de uma igreja ou alguma outra organização, procuro primeiro quantas pessoas diferentes entre si que trabalham junto. Quanto mais diferentes os membros da equipe são, normalmente mais forte este é. Porém, na igreja nestes tempos, é raro encontrar uma equipe que não seja tão uniforme que, quando perguntado algo aos integrantes, eles são quase como papagaios, todos repetindo a mesma coisa.

Pessoas proféticas são tão culpadas disso como qualquer outro grupo, e é uma grande fraqueza no ministério profético em geral. Provavelmente, a forma mais rápida de se vencer isso seria intencionalmente começar a reunir-se regularmente com aqueles que mais nos irritam. Talvez seria útil nos juntarmos à igreja que mais nos irrita. Pessoas proféticas podem ter tanta dificuldade para se encaixar no lugar que seja, ou ser entendida errado por quem quer que seja, que precisam fazer isso para fazer parte do que quer se seja. Isso é algo bom!

As pessoas acham que estou brincando quando digo que todos nós precisamos das frustrações e irritações da vida na igreja local para amadurecermos espiritualmente, mas não estou. Você pode crescer em conhecimento, e até mesmo crescer em experiência, conforme lemos em I Coríntios 13, e até mesmo crescer na fé a ponto de realizar muitos milagres e mover montanhas, mas se não estiver crescendo em amor, de nada terá proveito. Termos dons proféticos não nos nega de forma alguma a responsabilidade Cristã básica de que temos de amar um ao outro. Pode ser mais difícil para amarmos aos outros porque tão poucos nos amam, mas essa é uma oportunidade ainda maior de crescer em amor.

Logicamente que queremos nos dedicar a uma congregação ou a relacionamentos para os quais o Espírito Santo nos direcione, mas fico pensando se muitos estão capacitados para receber sua orientação sua direção em relacionamentos porque tendemos tanto a escolher aqueles com os quais nos sintamos mais confortáveis e nos separarmos ou dividirmos de quem nos irrita.

Como já cobrimos, se vemos apenas em parte, conhecemos em parte e profetizamos em parte (veja I Coríntios 13.9), estão somos todos peças soltas para nosso entendimento e nossas perspectivas proféticas. Na maioria das vezes, aqueles que têm a parte da qual mais precisamos para ter uma visão geral serão aqueles com os quais mais tenhamos dificuldades. Continuarei a repetir isso freqüentemente porque é muito importante para irmos além para que nos tornemos o corpo de Cristo que somos chamados a ser.

Um outro importante fator para pessoas proféticas: aprenda a escrever. Coisas faladas são mal entendidas muito mais facilmente do que as escritas. Esse pode o motivo da exortação em Habacuque 2.2: “Então o Senhor me respondeu e disse: ‘Grave a visão e a escreva em tábuas, para que quem estiver lendo consiga correr.’”

A escrita era uma forma vital pela qual os profetas e apóstolos se comunicavam, e ainda é. Porém, a natureza tediosa do escrever pode ser contrária à natureza de muitas pessoas proféticas, que tendem a ser muito orientadas por conceitos, terem visão geral. Esta é a questão. Aprender a escrever, e bem, pode ajudar nossa comunicação torná-la muito mais eficaz e precisa, e este é o ponto básico da comunicação. A palavra escrita tem um poder muito diferente da palavra falada. É por isso que Jesus, que era a Própria Palavra, se firmou no que “está escrito”! A palavra falada pode ter resultados imediatos ao animar os santos e levar à ação, mas a palavra escrita tem muito mais poder para criar profundidade e levar a mudanças profundas. Precisamos de ambos.

Rick Joyner, 26/Abr/2011

[permissão para tradução gentilmente concedida pelo ministério MorningStar, www.morningstarministries.org]

http://portoesdacidade.blogspot.com/2011/07/palavra-para-semana-n-17-2011.html

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Retiro Gut Up Agosto de 2011

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CONFERENCIA MANIFESTO 2011

CONFERENCIA MANIFESTO 2011, acontecerá na cidade de Curitiba a ESCOLA MANIFESTO que trata os valores sob os quais se mobiliza adoração, intercessão, reino e sacerdócio. Alguns Preletores já estão confirmados e em breve inscrições abertas.
Desde já sejam bem vindos!

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A Aplicação de uma Palavra Profética Parte 02

Ainda não deixei de ficar maravilhado com o que eventualmente ocorre de eu compartilhar algo e imediatamente pessoas vêm a mim tendo entendido algo totalmente diferente do que falei. Muitas vezes é o exato oposto do que falei. Há muito tempo atrás, me convenci de que não é possível falar qualquer coisa sem ser mal entendido por alguns. Concluí que isso não pode ser evitado, e se você se preocupar muito, nâo dirá nada. Ainda assim, é correto desenvolvermos nossas habilidades de comunicação para eliminar isso o tanto quando possível.

Também já fui culpado ao fazer a mesma coisa com os outros. Quando vejo que o fiz, procuro examinar o por quê, para que não fique viciado em fazê-lo, e também para que entenda melhor o que leva alguém a entender errado assim. Quando isso me foi indicado, por algumas vezes voltei a ouvir as mensagens para ver se entendi errado ou se eles se expressaram errado, e fiquei chocado em quanto eu os tinha entendido errado.

Muitas vezes pessoas trazem à tona algo que eu tenha falado, e eu sei que nunca o falei, e possivelmente nem pensei. Não acho que estou generalizando demais ao dizer que todos temos um problema básico com comunicação, e aqueles que não acham que têm este problema, provavelmente o tem em pior intensidade. Estudei e procurei as razões para tal, e acho que aprendi algumas, mas muito ainda e um mistério para mim – mesmo quanto a eu mesmo sendo por vezes culpado. Uma coisa sei, que é o fruto da torre de Babel aflorando quando as línguas foram distribuídas para que os homens não entendessem um ao outro. Porem, isso é muito mais do que uma pessoa não entendendo alguma língua, como o português, e outra não entendendo espanhol. Podemos falar a mesma língua, estarmos no mesmo grupo, compartilharmos muito da mesma formação e experiência, e ainda assim termos a mesma palavra significando diferentes coisas.

Também aprendo que pessoas feridas tendem muito mais a entender erroneamente aos outros. Já abordamos como Satanás é chamado de “senhor das moscas”, provavelmente porque as moscas frequentemente representam mentiras no simbolismo profético, e as mentiras revoam em torno das feridas. Elas trazem infecção, o que impede as feridas de serem curadas, e podem até mesmo levar à morte se não lavadas. Penso que é por isso que os sacerdotes no Antigo Testamento não podiam ter feridas ou cascas: são uma forma de não se estar curado. Quando alguém tem uma ferida não curada, outros não podem nela tocar, e os sacerdotes precisavam ser tocáveis e capazes de se aproximar das pessoas as quais serviam. Quando temos feridas não curadas como rejeição, desapontamento, ou até mesmo traição, outros não podem se aproximar de nós, e tenderemos também a interpretar mal as palavras e intenções dos outros.

Por muitos motivos, comunicação pode ser um dos maiores desafios, e vencê-lo pode ser a única forma que o Senhor nos confie com autoridade séria novamente. Esta, por sua vez, só e dada aos que estão em unidade. Os militares lidam com isso nas formas mais básicas, e é por isso que passamos tanto tempo aprendendo a marchar. No início, e incrível quantas pessoas interpretam diferente o que é “direita” e “esquerda”, gerando caos na formação. Tínhamos de chegar à unidade nisso, e depois sermos instantâneos em nossa resposta aos comandos. Isso não é apenas para produzir formação coordenada, mas para quando estivermos em combate e precisarmos todos estar ouvindo ao mesmo comando e o interpretando da mesma forma; do contrário, nossas vidas estariam em jogo. Nos dias vindouros, o corpo de Cristo precisará dessa disciplina também, ou muitos perecerão desnecessariamente.

A raiz da confusão na torre de Babel era o motivo por trás de seu projeto de construir uma torre aos céus, a saber, “ficarem famosos” (veja Gênesis 11.4), e reunir pessoas em torno do projeto, do contrário se espalhariam. O corpo de Cristo tem tido esta tendência de construir tais tolos projetos, pensando que vão unificar as pessoas, quando na verdade trazem sempre mais divisão do que unidade. Jesus somente pode nos unificar, mas para aqueles que têm um coração dividido ou que buscam os próprios interesses, até mesmo a devoção a Jesus pode ser uma questão divisiva. É por isso que Paulo repreendeu aos Coríntios por alguns seguirem a ele, alguns a Pedro, e nomeou até aos que seguiam a Cristo, porque estavam obviamente usando isso para divisão.

Em II Pedro 3.16, Pedro observa como os “instáveis e não instruídos” distorcem os ensinamentos de Paulo, o que fazem com as Escrituras em geral da mesma forma. Isso indica que um pouco disso pode ser corrigido com ensino, ajudando com instrução aos não instruídos, mas instabilidade é outra questão. Efésios 4 observa que a razão de muitos Cristãos serem “levados por todo vento de doutrina” (veja Efésios 4.14), isto é, serem instáveis, é porque são imaturos, crianças, ou não estão “falando a verdade em amor” (veja Efésios 4.15) ou não estão “se assemelhando mais ao Cabeça”, que é Cristo.

Um dos avisos de cautela que o Senhor deu para os últimos dias foi “ai das que amamentam” (vejam Mateus 24.19). Isso normalmente é interpretado de que não queremos ser uma mãe de filhos novos naqueles tempos, e não termos de dividir por causa deles.

Causar divisões entre irmãos é uma das sete coisas que vemos que Deus odeia, em Provérbios 6.16. Unidade foi uma questão central pela qual Jesus orou sobre seu povo, em possivelmente a oração mais reveladora sobre o coração de Deus, em João 17. Essa unidade é uma unidade de diversidade, não de conformidade. A pressão para conformar não vem do Deus, que ama tanto a diversidade que faz diferente a todo floco de neve. Quando estamos tão inseguros que exigimos do nosso próximo adequação à nossa percepção, estamos ainda imaturos e instáveis demais para sermos confiados com autoridade verdadeira.

Comunicação é um assunto de enorme importância para todos nós, especialmente para o ministério profético, que busca se comunicar em nome de Deus. É a habilidade mais importante do profético, e assim como todo profissional se dedica a desenvolver suas habilidades com suas ferramentas de trabalho, devemos nos dedicar não apenas a entender o que somos chamados a comunicar, mas como. Sem essa devoção, seremos como o arqueiro não treinado, que fere pessoas porque não consegue mirar corretamente.

Se amamos a Jesus, a Palavra em Pessoa, devemos amar as palavras, a comunicação. Se a amarmos, a manusearemos com todo o cuidado. Ainda poderemos ser mal entendidos por vezes, mas decidamos fazer tudo ao nosso alcance para impedir isso de ocorrer.

Rick Joyner, 19/Abr/2011

[permissão para tradução gentilmente concedida pelo ministério MorningStar, www.morningstarministries.org]
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